Cancelar

 

11º Encontro Estadual destaca a defesa do Banco do Brasil público e a importância da união para defender direitos

O presidente do SINTRAF JF, Watoira Antônio, e a diretora de bancos públicos da entidade, Zuleika Lima, participaram do encontro

Em defesa do Banco do Brasil público e dos direitos dos funcionários, contra o desmonte e as ameaças à democracia e às conquistas dos brasileiros. Estes pontos guiaram as discussões realizadas no 11º Encontro Estadual dos Funcionários do BB em Minas Gerais, organizado pela Fetrafi-MG e realizado virtualmente no sábado, 31 de julho. O SINTRAF JF esteve representado por seu presidente, Watoira Antônio de Oliveira, e a diretora de bancos públicos da entidade, Zuleika Lima, ambos funcionárixs do BB.

“É fundamental que estejamos organizados para pensar juntos estratégias de mobilização em defesa do BB e dos nossos direitos. O que vivemos nestes anos é o enxugamento, fechamento de agências, cortes de cargos e redução salarial. Por isso, temos que refletir sobre a importância do que é público e também a importância do nosso voto”, afirmou Luciana Bagno, diretora do Sindicato e representante de MG nas negociações com o banco.

União contra o desmonte

O deputado federal Patrus Ananias (PT) afirmou que hoje ocorre um grave processo de desmonte das políticas públicas, dos direitos e dos próprios princípios da Constituição de 1988. Neste contexto, estão também os ataques aos bancos públicos. “O BB é importantíssimo para o país, e o lucro do banco volta para atender demandas da sociedade. Privatizar bancos públicos é quebrar os braços que permitem a atuação do Estado em serviço do povo. Neste momento, por tudo que estamos vivendo, é fundamental que estejamos unidos”, afirmou.

Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, é preciso resistir aos ataques do atual governo e Congresso. “Este é um momento importantíssimo para vencermos o cenário da necropolítica. Temos que resistir e retomar o nosso país. Temos que ter, no Congresso, mais parlamentares que defendam a pauta dos trabalhadores, os empregos, nossos direitos, os bancos públicos e um Brasil sem desigualdade”, destacou.

O que queremos para o Banco do Brasil

A representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB (Caref), Débora Fonseca, falou aos participantes sobre as principais pautas tratadas atualmente e a defesa do banco público. “Temos visto uma gestão complicada no BB, com alguns presidentes que falavam abertamente de privatização. O Banco do Brasil é o grande financiador da agricultura familiar e tem papel fundamental no crédito às micro e pequenas empresas com o Pronampe”, explicou, reforçando que é preciso levar o debate à sociedade e mostrar que esta luta não é só dos funcionários.

Em relação ao novo concurso público, Débora salientou que esta sempre foi uma cobrança das entidades representativas dos funcionários. Porém, ele ainda é insuficiente para suprir a forte redução no quadro funcional e acabar com a sobrecarga de trabalho.

Para João Fukunaga, coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), hoje se vive uma disputa de narrativas. “Temos que discutir o que é o BB e o que queremos para o futuro. Lutar para que ele não abandone sua atuação social. Por isso, realizaremos nosso 32º Congresso Nacional dos Funcionários com os eixos diversidade, democracia e resistência. O Brasil é plural e diverso e o BB tem que espelhar esse país”, afirmou.

Balanço

A técnica do Dieese, Nádia Souza, apresentou dados do balanço do BB. No 1º trimestre de 2021, o banco lucrou R$ 4,9 bilhões, crescimento de 44,7% em relação ao mesmo período de 2020. Já o quadro de funcionários passou de 114 mil, em 2012, a 87 mil neste ano. Com isso, a média de clientes por trabalhador passou de 513 para 850. Isto expõe a sobrecarga de trabalho e é também reflexo do processo de digitalização do BB. Veja aqui a apresentação completa.

Defesa da Previ

Marcel Barros, vice-presidente da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão em Saúde (Anapar), falou sobre as diversas ameaças sofridas pela Previ, com propostas de mudanças de legislação ou regulamentação para atender interesses do mercado. “Estes ataques ocorrem o tempo todo. Há muitas iniciativas deste governo para tirar nosso poder de controle sobre nosso patrimônio”, destacou.

“Temos que acompanhar de perto e analisar cada uma destas situações para que tenhamos subsídios e possamos nos posicionar incisivamente contra qualquer ameaça, especialmente as tentativas de acabar com a representação dos trabalhadores na gestão dos fundos de pensão”, completou Wagner Nascimento, diretor de Seguridade da Previ eleito pelos participantes.

Propostas

Com base nos debates ao longo do dia, os participantes do 11º Encontro Estadual e elaboraram propostas que ainda serão discutidas e votadas no 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), além de eleger as delegadas e os delegados que participarão do evento. 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região