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Cassi: associados sofrem com espera de mais de 12 horas por atendimento na telemedicina

Atendimento sobrecarregado evidência desmonte e má gestão; Diretoria da Cassi tenta afastar responsabilidade culpando associados

A fila de espera para o atendimento via telemedicina da Cassi vem acumulando diariamente desde o mês de dezembro. O tempo de atendimento tem demorado entre 12 e 15 horas, o que tem feito muitas pessoas desistirem e procurarem o pronto-socorro mais próximo.

“Essa procura cada vez maior se deve a irresponsabilidade do BB ao convocar funcionários para o retorno ao trabalho presencial em meio a quarta onda da Covid-19 e da nova variante da Influenza (H3N2)”, pontua o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

“A espera exagerada nas filas compromete a qualidade e do resultado financeiro da Cassi, uma vez que na área de Saúde a demora no atendimento provoca aumento dos custos”, analisa Claudio Said, ex-gerente executivo da Cassi. “A solução para este problema não é difícil. O teleatendimento é facilmente modulável e ajustável à demanda. Comparado com o atendimento presencial ele é bem mais barato e mais fácil de customizar”, completa.


Em Juiz de Fora


A situação é a mesma do cenário nacional. Bancários queixam-se da fila de espera pelo Teleatendimento e da falta de empatia e sensibilidade dos médicos da Cassi que negam atestados para funcionários que apresentam sintomas gripais. Um grande risco! Isso porque esses trabalhadores retornam para as unidades e podem transmitir o vírus, seja da Gripe ou da Covid-19, para outros colegas e clientes.

Desde o início da pandemia o movimento sindical aponta as fragilidades do protocolo sanitário do BB que prevê apenas uma limpeza nas agências e o afastamento dos contaminados, que com o atraso dos atendimentos pela Cassi, são afastados tardiamente.

 

Direção culpa associados e não admite má gestão

 

O atual diretor de rede atendimento da Cassi, Luiz Satoru, divulgou um comunicado nos grupos eletrônicos de mensagens e redes sociais informando que “a telemedicina da CASSI está neste momento com uma grande sobrecarga de atendimentos, muito provavelmente por ‘algum relaxamento’ coletivo nas festas de final de ano”, culpabilizando os associados.

A declaração de Satoru revela o posicionamento negacionista da atual diretoria da Cassi, semelhante ao do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que tratou a pandemia com desdém desde seu início, demorando para articular a liberação de recursos à Saúde, o que levou às tristes cenas de falta de cilindros de oxigênio em várias partes do país, na demora para a compra de vacinas e, mais recentemente, na tentativa de impedir a vacinação de crianças e pré-adolescentes.

As críticas do movimento sindical vão além das consequências de uma visão negacionista da pandemia por parte da direção da Cassi. Elas também apontam a contratação de uma única empresa para terceirizar o atendimento médico remoto, com o desmonte da Estratégia Saúde da Família e concentração das decisões apenas à gerência de Brasília, dificultando a tomada rápida de ações locais.

 

O papel da telemedicina

 

Claudio Said explica que a telemedicina é uma ferramenta implementada em todo o mundo e tem contribuído positivamente para o atendimento aos associados da Cassi, especialmente diante da pandemia que afastou os pacientes dos consultórios médicos.

“É preciso, entretanto, esclarecer que o teleatendimento é um complemento ao atendimento presencial, não um substituto. Isto é, ele não pode substituir a rede credenciada, mas sim complementá-la. Seu papel essencial é o de orientar e direcionar o atendimento, tratando os casos de baixa complexidade e encaminhando para a rede credenciada os casos de média/alta complexidade”. Em outras palavras, o papel da telemedicina é facilitar o acesso aos serviços médicos da Cassi. “Sem cumprir essa função, a telemedicina perde totalmente a sua eficácia”, completa Said.

 

Procure o Sindicato

 

O movimento sindical reitera que continuará participando ativamente dos debates e das instâncias de decisão na Cassi, por meio da atuação de seus representantes no Conselho de Usuários e pede para que os associados que se sentirem prejudicados contatem o Sindicato (32) 3215-2249.

 

Fonte: SINTRAF JF com informações da Contraf-CUT e Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.