Cancelar

 

COE do Itaú discute teletrabalho e cobra mais informações sobre o plano de reestruturação do banco

Sobre o teletrabalho, proposta prevê ajuda de custo, controle da jornada, fornecimento de equipamentos de trabalho e garante direitos e benefícios

A direção do Itaú se reuniu na última semana com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco para apresentar propostas para um acordo sobre teletrabalho, ponto eletrônico e acordo de quitação do espelho do ponto. O acordo deve regular o teletrabalho para entorno de 35 mil a 38 mil funcionários.

Na reunião, o Itaú apresentou como propostas o controle da jornada de trabalho com ponto eletrônico, que deve regular o trabalho de cerca de 57 mil funcionários. Também será paga uma ajuda de custo de R$ 960,00, em duas parcelas semestrais de R$ 480,00 cada. O banco irá respeitar os intervalos para refeição e os períodos de descanso.

Serão mantidos, integralmente, os vales refeição e alimentação. O vale transporte vai ser pago proporcionalmente, para os dias em que o funcionário fizer o trabalho presencial, no local de trabalho. O banco vai fornecer o equipamento (computador e cadeira ergométrica).

“Tivemos todo o cuidado nessa crise de pandemia. Primeiro, fizemos um acordo de banco de horas negativas, mantendo o nível de emprego no banco. Agora, com esse acordo de teletrabalho, nos preocupamos com o bem-estar e a manutenção do emprego. A proposta é boa, mantém o nível de emprego, direitos e benefícios. Isso é o mais importante nessa crise: manter os direitos e os empregos de todos”, avaliou Jair Alves, coordenador da COE do Itaú. A proposta discutida na reunião agora será repassada para as federações e entidades sindicais para conhecimento e debate.

Ponto eletrônico e quitação

Na reunião, a direção do Banco apresentou uma proposta de controle de jornada e quitação das obrigações do registro de ponto dos funcionários. Além do controle mensal do registro de ponto diário, os funcionários poderão acessar um termo de quitação de suas horas semestralmente e terão a possibilidade de concordarem ou não. Caso não haja concordância o funcionário deve procurar os sindicatos e abrir um chamado na Central de Pessoas. Os sindicatos acompanharão todo o processo para garantir que não tenham irregularidades. Importante ressaltar que a quitação é opcional e se refere somente à jornada trabalhada, não impedindo nenhuma outra reclamação trabalhista.

Falta de informação sobre planos de reestruturação causam apreensão em funcionários

A COE também cobrou informações sobre os boatos de demissões que criam um clima de terror nas agências. A COE reivindicou que o banco divulgue comunicado para esclarecer que não haverá reestruturação, pelo menos neste ano, conforme dito pelos representantes do Itaú na reunião.

“Cobramos que o banco solte um comunicado definindo sobre o piloto que eles pretendem fazer. A falta de informação está provocando insegurança nos funcionários. O banco precisa esclarecer sobre o que quer com esse novo modelo, no que se refere a cargos”, disse o coordenador da COE do Itaú. Na reunião, o representante do banco informou que este ano não haverá nenhuma restruturação e extinção de cargos e que a partir do ano que vem é que será aplicado um modelo piloto em algumas agências. O detalhamento das mudanças será apresentado em uma nova reunião com a COE, em 10 de novembro.

Banco alega que as promoções que estão ocorrendo dos GOS (Gerentes Operacionais) para GGCS (Gerentes Comerciais) são por mérito e em decorrência da unificação das Diretorias e que não há nenhuma extinção do cargo.

A única mudança foi o congelamento do cargo de agente comercial 2, porém alguns agentes comerciais 1 foram promovidos a GR (Gerente de relacionamento).

Sem informação

A falta de informação por parte do banco foi uma crítica comum feita pelos membros da COE. O representante do banco admitiu que existem problemas de comunicação.

Além de um comunicado sobre a não realização de reestruturação, o banco deve esclarecer aos trabalhadores e à COE o projeto piloto que disseram estar em andamento. Também foi cobrado que o Itaú emita outro comunicado sobre as metas de consignado, que estão comprometidas diante dos atrasos das liberações. O representante do banco informou que os atrasos são da DataPrev, órgão do governo federal. A COE cobrou, então, que os funcionários não sejam prejudicados pelos atrasos e que as dificuldades nas liberações sejam explicadas oficialmente pelo banco.

Horário de atendimento

Outra informação passada pelo representante do banco é de que, por causa de ações do Ministério Público, as agências que fazem atendimento até 14h vão estender o horário até 15h. A COE também cobrou que a vacina contra o novo coronavírus a ser disponibilizada seja garantida pelo banco para todos os funcionários e seus dependentes. O representante do banco disse que a reivindicação da vacina será analisada. Também foi cobrada a retomada do debate sobre plano saúde, incluindo os aposentados.

Também foi levantado pela COE o problema das demissões. “Queremos a retomada da Central de Realocações, que deu certo e conseguimos manter mais de 8 mil empregos com essa central”, declarou Jair Alves. Outro ponto colocado pelos membros da COE foi que o Itaú retome as homologações com os sindicatos.

A COE também aguarda uma resposta sobre a proposta de renovação do Programa Complementar de Resultados (PCR) para a reunião de 10 de novembro. A expectativa da COE é que a renovação do PCR aconteça antes do final do ano.

Fonte: Contraf-CUT