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Itaú: saiba mais sobre a manutenção do home office para trabalhadores do grupo de risco

Em negociação com o banco, movimento sindical conseguiu reverter o retorno

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na última semana e discutiram sobre a pauta de reivindicação. A principal conquista do encontro foi a reversão da decisão do Itaú, que havia convocado o grupo de risco para retornar ao trabalho presencial.
Os representantes dos trabalhadores ressaltam que a pandemia ainda não está controlada, o que pode ser comprovado pelo cenário atual em países europeus que inclusive já estavam com o calendário vacinal adiantado, mas afrouxaram as medidas de proteção como o uso de máscaras. Outro dado apontado pela COE é a nova variante, Ômicron, uma ameaça real e que nos impõe maior rigor no cumprimento das medidas protetivas.  

Diante desses dados, a direção do banco recuou e decidiu pela manutenção do home office para os trabalhadores de grupos de risco. O Itaú se comprometeu também em permanecer incentivando a vacinação das funcionárias e funcionários, inclusive pedindo a dose de reforço ao grupo de risco. O banco disse ainda que está intensificando a importância do protocolo de segurança sanitária entre os bancários por meio de campanha interna.

O banco irá seguir o que está estabelecido na  PORTARIA 20.2.11.1. Por isso vale ressaltar os quadros de saúde contemplados nas especificações da portaria. 

Para efeito de home office: "São  consideradas condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da COVID-19: cardiopatias graves ou descompensadas (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, hipertensão arterial sistêmica descompensada); pneumopatias graves ou descompensadas (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC); imunodeprimidos; doentes renais crônicos em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); diabéticos, conforme juízo clínico, e gestantes de alto risco". Ressaltamos que todas as gestantes permanecem em home Office.

A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do SINTRAF JF, Taiomara N. de Paula, frisou que todos os trabalhadores que se enquadram na situação acima descrita estão mapeados e devem apresentar ao gestor um laudo médico que comprove a condição e necessidade do trabalho em home office para sua proteção. Ao final a diretora reforça que o sindicato está à disposição dos funcionários para esclarecer dúvidas e orientar os trabalhadores.

Pautas

Outros pontos foram debatidos na reunião, como as demissões, o fechamento de agências, as metas abusivas, práticas assediadoras, fatores que têm incidido na saúde dos trabalhadores e que o movimento sindical está denunciando e cobrando providências do banco. O parcelamento de dívidas dos trabalhadores que se afastaram para tratamento de saúde, novo vencimento para o acordo do banco de horas negativas, diversidade e segurança bancária também fizeram parte das discussões.


Fonte: SINTRAF com informações da Contraf-CUT