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Mercantil demite funcionários em plena pandemia

A medida além de prejudicar os trabalhadores que deixam de contar com uma renda, que muitas vezes é responsável pelo sustento da família, precariza o atendimento nas agências ao reduzir o quadro de funcionários

Dezenas de bancários estão sendo demitidos do Mercantil do Brasil durante a pandemia. A medida além de prejudicar os trabalhadores que deixam de contar com uma renda, que muitas vezes é responsável pelo sustento da família, precariza o atendimento nas agências ao reduzir o quadro de funcionários, provocando superlotação e filas enormes nas portas e interior das agências e postos. Vale destacar que, em sua maioria, os usuários do Mercantil são beneficiários e pensionistas do INSS, desta forma, a superlotação nas agências possibilita o aumento dos casos de contágio entre grupo de risco, que são os aposentados idosos acima de 60 anos.
Para o bancário Robson Luiz, as demissões sumárias em plena pandemia é um descaso com os clientes e trabalhadores, evidenciando a ganância dos bancos. “É inadmissível esta atitude por parte do banco, que demonstra mais uma vez que os lucros estão sobrepondo a vida e a saúde dos trabalhadores. Os bancos possuem plenas condições de manter o trabalho e emprego e a dignidade, no entanto, preferem a lucratividade e demite o trabalhador no momento em que ele mais precisa” lamenta.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, não há justificativa para as demissões, uma vez que somente no primeiro trimestre de 2020, o banco obteve lucro líquido de R$ 47 milhões e também vem investindo maciçamente em mídia e lives de cantores e duplas sertanejas. Mais um motivo para o repúdio aos desligamentos arbitrários dos trabalhadores.
O descaso com a saúde dos trabalhadores pode ser percebido pela ausência de medidas eficientes de proteção contra a Covid-19. O Mercantil do Brasil não conseguiu oferecer a todos seus funcionários, em 2020, a vacinação corporativa contra o vírus influenza H1N1 e ainda se negou a aumentar o reembolso de R$ 50, para aqueles trabalhadores que buscaram a imunização em laboratórios particulares. Em Juiz de Fora, o Mercantil já apresentou 4 casos confirmados de Covid-19 entre funcionários.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região