Bancária conquista cancelamento de demissão 
Cancelar

 

Bancária conquista cancelamento de demissão

Funcionária, que trabalhava no Mercantil do Brasil e tinha histórico de adoecimento, contou com a intervenção do SINTRAF JF junto ao banco

O Sindicato comemora esta semana o cancelamento da demissão de uma funcionária do banco Mercantil do Brasil. A bancária foi demitida sem nenhuma alegação e apresentava histórico de adoecimento, o que tornou o desligamento indevido. A diretoria de Saúde e Condições de Trabalho do SINTRAF JF interviu junto ao banco, uma vez que já acompanhava a condição de saúde da trabalhadora.
De acordo com a diretora da pasta, Taiomara Neto de Paula, desde o ato da demissão o sindicato iniciou um processo de negociação com o setor de relações sindicais do banco. Após a intervenção e mediante a apresentação de diversos documentos, como histórico de laudos e atestado, a bancária comprovou o adoecimento e conquistou o cancelamento da demissão. 
Taiomara reforça que o cancelamento amigável da demissão só foi possível porque a bancária mantinha atualizados seus laudos, receitas, exames e comprovantes do adoecimento. Sobre isso, a diretora frisa a importância do/a bancário/a fazer o registro de sua condição de saúde, portando sempre uma comprovação do adoecimento para que evitar desgaste caso o banco venha a demiti-lo/a.

Demissões na pandemia

Na última semana o Mercantil também figurou críticas do movimento sindical por insistir em demitir trabalhadores em plena crise com a pandemia do Coronavírus. O banco informou que fechará plataformas em Salvador, Brasília e Recife alegando baixa lucratividade e reestruturação. O representante do Mercantil do Brasil também afirmou que poderão ocorrer demissões em outras áreas. O movimento sindical tem feito cobranças no sentido de barrar as demissões, uma vez que o banco continua lucrando. Nos seis primeiros meses do ano alcançou em torno de 74 milhões de lucro. 
Em matéria para o site da Contraf-CUT sobre o assunto, Magaly Fagundes, presidenta da Fetrafi-MG, declarou que as demissões não têm nenhuma justificativa, frente ao momento financeiro favorável que a empresa atravessa. “O movimento sindical cobra do banco a majoração sobre as indenizações e benefícios, como forma a amenizar o sofrimento dos funcionários demitidos em plena crise sanitária e econômica, que dificultará muito o reposicionamento destas pessoas no mercado de trabalho”, afirmou Magaly.

Fonte: SINTRAF JF com informações da Contraf-CUT