COE Bradesco debate estratégias contra demissões 
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COE Bradesco debate estratégias contra demissões

Dirigentes sindicais votam por adesão à Campanha Nacional contra demissões

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu por videoconferência, nesta quinta-feira (22), para discutir as demissões dos funcionários do banco por todo o Brasil. Depois do relato dos representantes de todas as federações de bancários do país, a COE calcula que – no mínimo 1.224 trabalhadores foram demitidos desde o dia 28 de setembro.
O Diretor de Finanças do SINTRAF JF e funcionário do Bradesco, João Hilário Neto, participou da reunião e destacou que só nesta quinta-feira, 22, foram demitidos sete bancários do Bradesco em Juiz de Fora. Ele lamenta a postura do banco de descumprir o acordo selado anteriormente com o movimento sindical "um total desrespeito com os trabalhadores, demitindo pessoas com estabilidade, problemas de saúde, pessoas que não poderiam ser demitidas.". 
“É muita falta de sensibilidade e desrespeito. O banco, além de demitir em plena pandemia, o faz por telefone, sem respeitar trabalhadores doentes, hospitalizados, com estabilidades e, até mesmo, grávidas. É um absurdo”, lamentou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco e também presidenta da FETRAFI-MG em entrevista ao site da Contraf-CUT.
A decisão dos dirigentes foi pela adesão à campanha nacional contra as demissões, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para combater os desligamentos nos bancos privados. A campanha visa denunciar a quebra do compromisso assumido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feito em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário, de não realizar demissões durante a pandemia.

Demissões em massa

Os bancos já demitiram mais de 12 mil trabalhadores este ano, em descumprimento ao acordo firmado em março com o movimento sindical bancário de quem não haveria demissões durante a pandemia. De acordo com do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, foram 12.794 demissões, contra 11.405 contratações, um saldo negativo de 1.389 postos de trabalho fechados. No levantamento do Caged para os meses de junho, julho e agosto fica claro que o ritmo das demissões na categoria aumentou. Em junho, foram registradas 1.363 demissões, número que sobe para 1.634 em julho e atinge 1.841 em agosto.

Tuitaço 

Um tuitação será realizado nesta sexta-feira (23) contra as demissões nos bancos. Será às 11h, com a hashtag #QuemLucraNãoDemite. Divulgue ao máximo este protesto, fale para seus amigos e familiares ajudarem a denunciar os bancos que tiveram grandes lucros este ano e não cumprem o acordo com os bancários de não demitir durante a pandemia. 
O diretor do SINTRAF JF reforça a necessidade da participação de toda a categoria nas mobilizações virtuais da campanha nacional contra demissões.

#QuemLucraNãodemite

Fonte: SINTRAF JF com informações da Contraf-CUT