Contraf-CUT realiza live para esclarecer dúvidas dos bancários em relação a adoção de medidas contra o COVID-19 
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Contraf-CUT realiza live para esclarecer dúvidas dos bancários em relação a adoção de medidas contra o COVID-19

Com o objetivo de esclarecer as dúvidas dos bancários sobre a atuação do movimento sindical durante a pandemia provocada pelo coronavírus.

Com o objetivo de esclarecer as dúvidas dos bancários sobre a atuação do movimento sindical durante a pandemia provocada pelo coronavírus, na última quarta-feira, 8 de abril, a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira participou de uma live realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Na ocasião, Juvandia explicou os motivos que impendem os bancos de fecharem completamente durante a pandemia, entretanto, segundo ela, o Comando Nacional defende que, se não forem disponibilizados os equipamentos de proteção individuais, como álcool gel e máscara, não poderá haver atendimento ao público. Desta forma, o bancário deverá informar ao sindicato que irá acionar o comitê de risco, para cobrar providências dos banqueiros.

Juvandia explicou também como ocorre a divisão entre trabalhadores home office e aqueles que permanecerão nas agências. ?Nossa primeira cobrança é que todos do grupo de risco fiquem em casa. Esta é a regra primordial, conseguimos também incluir as gestantes e as lactantes. Alguns bancos adotaram, outros resistem, mas a gente continua na luta para colocar todas as lactantes em casa também. E as pessoas que coabitam com pessoas do grupo de risco. Depois é feito a partir da seleção do banco, do gestor das agências. A gente pede para que haja um rodízio das pessoas que estão trabalhando?, explica Juvandia

Em casos de suspeita ou confirmação de Covid-19, o bancário deverá ser colocado em quarentena, assim como todos que tiveram contato com ele. Além disso, deverá ser feita toda a higienização própria, como a sanitização.

Outras cobranças que estão sendo feitas aos bancos é a testagem de todos os trabalhadores, implantação da proteção de acrílico no interior das agências, suspensão de metas, realização de campanhas para que a população evite ir às agências, e quando não for possível o atendimento remoto, que ele seja previamente agendado, evitando aglomeração de pessoas. Entretanto, os bancos alegam dificuldade em realizar o agendamento, mas o comando insiste que ele seja implementado. O que algumas agências adotaram foi o atendimento escalonado, em que entra um numero litado de pessoas por vez.

Apesar das cobranças, nem todos os bancos estão adotando as medidas. Desta forma, a parir das denúncias da categoria, o Comando mantém uma agenda constante de reuniões  com os banqueiros. ?Os bancos precisam atuar para acabar com as aglomerações nas agências. A gente está vendo filas, especialmente nas agências mais periféricas, onde está a população de baixa renda que agora está indo buscar o pagamento dos R$600?, lamenta. Nestes casos, Juvandia explica que não adianta procurar as agências para receber a ajuda emergencial, uma vez que existe um calendário de pagamento.

Em relação às recentes medidas provisórias editadas pelo Governo, Julvandia cita a MP 927/20 que retira os sindicatos das negociações. Assim, alguns bancos colocaram seus funcionários de férias sem pagamento do 1/3 de férias e sem dialogar com os sindicatos. ?As medidas que retiram o sindicato das negociações são muito ruins, pois os empregadores fazem o que querem, tendo em vista que os trabalhadores não vão recusar para não perder emprego?, afirma. Para ela, as medidas adotadas pelo Governo são insuficientes.

Confira a live na integra:
https://www.youtube.com/watch?v=s17nCwgI1Gc