Descaso: Santander demite trabalhadores em tratamento de saúde mesmo durante a pandemia 
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Descaso: Santander demite trabalhadores em tratamento de saúde mesmo durante a pandemia

Bancária trabalhava há 28 anos e estava na pré-aposentadoria

Mais uma bancária foi demitida pelo Santander durante a pandemia, mesmo estando em tratamento de saúde. Esta não é a primeira vez que o banco demite a mesma trabalhadora nestas condições. Quando foi demitida pela primeira vez, em 2009, a trabalhadora foi reintegrada pela justiça, que reconheceu a relação do adoecimento com o trabalho. Ela, que atuava há 28 anos, estava na pré-aposentadoria.
A postura adotada pelo Santander descumpre a cláusula de estabilidade pré-aposentadoria que consta na Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo aos bancários a segurança no emprego quando estiverem próximos de completar os requisitos exigidos pela legislação previdenciária. Esta é mais uma forma de desrespeito do Santander a todas as negociações da mesa com a Fenaban. 
Deste modo, o Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora está cobrando do banco que respeite as cláusulas da CCT através das relações sindicais do Santander, e caso não reconheçam o direito da bancária, a mesma irá recorrer as vias judiciais com assessoria dos advogados credenciados do sindicato, que já acompanham a trabalhadora desde sua primeira reintegração.
A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do Sintraf, Taiomara Neto de Paula ressalta que nas duas últimas semanas o Santander já demitiu outros dois bancários durante este momento difícil que estamos vivendo. “Continuaremos a lutar por essa categoria e cobrando dos bancos que seus direitos sejam cumpridos. Pois a distância não nos limita.” afirma. Taiomara destaca também que o Santander vem ameaçando sair da mesa única de negociações da campanha salarial.
Para ela, a postura do Santander é desumana. “Avaliamos essa atitude como um desrespeito ao trabalhador bancário, e ao movimento sindical que luta pelos seus direito. Pois negociamos cláusulas e são para serem cumpridas. A bancária se dedicou uma grande parte de sua vida ao banco, mesmo em tratamento de saúde se manteve contribuindo para e instituição financeira com o seu trabalho” lamenta a diretora.