Desmonte do BB: fechamento de agências e 5 mil trabalhadores demitidos 
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Desmonte do BB: fechamento de agências e 5 mil trabalhadores demitidos

Banco do Brasil anunciou profunda reestruturação em plena pandemia de Coronavírus

Na manhã desta segunda-feira, 11, o Banco do Brasil através de um comunicado ao mercado, assinado pelo vice-Presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Carlos José da Costa André, tornou pública a intensão do banco de fechar “361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA)” até o primeiro semestre de 2021.

Além do fechamento das unidades, o banco também lançou dois planos de demissão voluntária (PDV) com estimativa de desligar cerca de 5 mil funcionárias/os da ativa. Os PDVs estarão abertos para adesão até 5 de fevereiro.

Tais medidas do banco têm sido alvo de fortes críticas pelo movimento sindical. Para a diretoria do SINTRAF JF as demissões e o fechamento das unidades representam um desrespeito aos trabalhadores e suas famílias em plena pandemia de Coronavírus. É importante ressaltar que essas ações, assim como o fatiamento da Caixa, são estratégias do Governo Bolsonaro para cumprir a pauta das privatizações, que devem ser retomadas este ano, com o objetivo de agradar os banqueiros e o mercado. Com a política de vender as empresas públicas, patrimônio das/os brasileiras/os, perde os trabalhadores, perde o país e a sua população. 

O presidente do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil, Watoira Antônio, declarou que os funcionários estão muito apreensivos com o desenrolar dessas decisões do BB: "O banco só está preocupado com o lucro mesmo. Estamos apurando mais informações para orientarmos as/os funcionárias/os. Mas as medidas representam uma total falta de respeito com os trabalhadores e com os clientes."

O Sindicato publicará em breve orientação a categoria, mas reafirma a necessidade de todas/os se manterem atentos para resistirem contra qualquer ameaça aos empregos e aos direitos.