Dia de Luta contra demissões 
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Dia de Luta contra demissões

Bancários denunciam quebra de compromisso e demissões durante a pandemia

A categoria bancária de todo o país se uniu nesta manhã (15) para protestar contra as demissões que estão sendo promovidas no Bradesco, Itaú, Santander e Mercantil do Brasil. Bancos que se comprometeram em não demitir durante a pandemia e que agora desrespeitam os trabalhadores e o compromisso assumido.

Diretores do SINTRAF JF realizaram atos em diversas agências do centro de Juiz de Fora. Com cartazes, faixas e falas, os bancários levaram ao conhecimento da população o tratamento desrespeitoso que os funcionários estão sendo submetidos. Nas falas, os diretores frisaram que os bancos adoecem os trabalhadores e depois demitem. Isso mesmo alcançando altos índices de lucratividade em meio à crise sanitária que vivemos.

O Sindicato tem acompanhado de perto essa situação. Em sua base de atuação já conseguiu o cancelamento de algumas demissões. Só em setembro o SINTRAF JF conquistou o cancelamento da demissão de uma bancária do Mercantil do Brasil, e a reintegração de três bancários do Santander, todos demitidos durante a pandemia e com histórico de adoecimento comprovado. Práticas assediadoras também têm sido denunciadas e constantemente combatidas pela entidade.

De acordo com lideranças do movimento, o que mais gera indignação nas/os bancárias/os é que os bancos demitem com justificativas irreais, como baixo desempenho, o que pode ser rebatido pela alta lucratividade mesmo em período de pandemia. O Itaú, por exemplo, lucrou R$ 8 bilhões só nos seis primeiros meses de 2020.

A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do SINTRAF JF e funcionária do Itaú, Taiomara Neto de Paula, declara: “É um absurdo o que está acontecendo. Os bancos estão demitindo até trabalhadores adoecidos. Eles cobram metas abusivas e os funcionários estão sobrecarregados. Com isso a categoria está adoecendo cada vez mais. Os bancos demitem quando os bancários mais precisam de assistência médica. Lucram cada dia mais, cobrando tarifas exorbitantes. Querem que os clientes trabalhem por eles também, incentivando o pagamento de contas e outros serviços pela internet. Estão precarizando os atendimentos presenciais e o trabalho do bancário.”. A diretora reforça que é urgente a luta da categoria pelo trabalho bancário descente, não precarizado, sem assédio e demissões. 

Campanhas como os “tuitaços” também mobilizam a categoria nas redes sociais. Participe Você Também!
#BancosParemDeDemitir   
#QuemLucraNãoDemite