Dia Internacional do Trabalho Decente 
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Dia Internacional do Trabalho Decente

Trabalhador@s brasileir@s participaram de tuitaço mundial para sensibilizar a OIT

Esta quinta-feira, 7 de outubro, é o Dia Internacional do Trabalho Decente. A fim de marcar a data, entidades sindicais de todo o mundo realizaram atividades para incluir a saúde e a segurança no trabalho como direitos fundamentais na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre entidades de todo o mundo, participaram da campanha a UNI Global Union, federação sindical global para setores e áreas de serviços, e a brasileira Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). As entidades organizaram na manhã dessa quinta-feira um tuitaço mundial para defender a inclusão dessas questões nas convenções da OIT.

Direitos humanos e fundamentais

A OIT tem diversas convenções sobre o trabalho, mas oito delas são consideradas fundamentais: a Convenção 182, que trata das piores formas de trabalho infantil, a Convenção 138; que trata da idade mínima para trabalhar; a Convenção 111, contra toda discriminação; a Convenção 105 que defende abolir o trabalho forçado (escravidão); a Convenção 100 que defende igualdade de remuneração; a Convenção 98 que defende o direito à negociação e organização dos trabalhadores; a Convenção 87 que defende a liberdade e autonomia dos sindicatos; e a Convenção 29 que também trata de trabalho forçado ou obrigatório.

Atuação e Mobilização Sindical

Saúde e segurança são áreas que apresentam grandes desafios para @s trabalhador@s do ramo financeiro. Bancári@s sofrem com o adoecimento, sobretudo psíquico, consequência de metas abusivas, assédio moral e outras práticas dos bancos; além de espaço e mobiliários nem sempre adequados que prejudicam a ergonomia d@s bancári@s. A diretora de saúde e condições de trabalho do SINTRAF JF, Taiomara Neto de Paula, elenca outros fatores que oferecem risco ao trabalhador: "Os bancos têm uma estrutura organizacional de muitas cobranças, o ambiente também traz insegurança por lidar com dinheiro, muita competitividade, além de ser considerado um ambiente de alto risco para a propagação do coronavírus.".

O movimento sindical bancário possui intensa representatividade e força, expressas na conquista de uma CCT única e para dois anos, o que contribui para assegurar os direitos d@s trabalhador@s e para a permanente negociação de condições mais dignas de trabalho. Assim, as denúncias trazidas pelos bancári@s são sempre apuradas, questionadas e discutidas com o objetivo de defender o trabalhador e combater injustiças. 

"Estamos sempre orientando os bancários a ter o controle da sua saúde, através de cartilhas, matérias informativas, lives. E temos as mesas de negociação da nossa confederação para tratar com a Fenaban esses diversos fatores. Tanto a mesa de saúde quanto a de segurança bancária são permanentes. ", reforça Taiomara que destacou a importância dessas mesas para a garantia da adoção pelos bancos de medidas protetivas neste momento de pandemia. 

No âmbito da saúde, a diretora acredita que a categoria bancária foi uma das únicas a conseguir avanços nas cláusulas da CCT referentes à garantia de direitos do trabalhador adoecido e afastado pelo INSS. Essas cláusulas "garantem o mínimo de dignidade ao bancário afastado." comenta.

A defesa da saúde d@s trabalhador@s é tema de grandes embates entre movimento sindical e instituições financeiras. Atualmente o comando nacional negocia questões acerca de um retorno ao trabalho presencial, de forma gradual e segura para @s trabalhador@s. A pandemia ainda não acabou e o vírus ainda circula entre nós, por isso todo cuidado é necessário para preservar a vida. 

Na contramão da postura dos sindicatos, os bancos, como o Itaú, convocam bancários do grupo de risco para o retorno ao trabalho presencial, sem ao menos fazer o exame com um médico do trabalho para uma avaliação. A diretora critica essa prática dos bancos de negligenciar medidas que envolvem a saúde d@s trabalhador@s. " Usando a justificativa da pandemia, não estão realizando exames de retorno e os periódicos não estão sendo realizados no prazo legal.”.

Para Taiomara considerar a saúde e segurança no trabalho como um direito fundamental "é cuidar de quem faz a empresa ser reconhecida. O investimento na segurança e saúde ocupacional é primordial para a satisfação dos trabalhadores. Um ambiente seguro e saudável pode reforçar o vínculo de pertencimento e orgulho dos trabalhadores em atuar em uma empresa que se preocupa com o seu bem-estar.", finaliza.

Fonte: SINTRAF JF com informações da Contraf-CUT.