Itaú intensifica demissões em plena pandemia 
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Itaú intensifica demissões em plena pandemia

Banco desrespeita funcionários e demite até mesmo por aplicativos e telefonemas

Em 2019 o banco Itaú lucrou mais de R$ 28 bilhões, mesmo assim fechou milhares de postos de trabalho em todo o país. Em 2020, em meio a pandemia de Covide 19, o banco mantém essa política desrespeitosa e demite funcionários durante a maior crise sanitária vivida pelo país nos últimos 100 anos.  
O movimento sindical, através da Comissão de Organização de Empregados (COE) tem denunciado os abusos cometidos pelo banco. De acordo com os membros da COE nacional, os desligamentos contrariam o compromisso da direção do Itaú de não demitir durante a pandemia do coronavírus. Já foram 130 demissões somente na área de Veículos, além de outras que ocorrem nas agências. 
A garantia dos empregos foi pautada na reunião, por videoconferência, entre os bancários do Itaú e a direção do banco, no dia 10 de setembro. Os representantes dos funcionários reivindicaram a suspensão das demissões. Denúncias apontam que alguns avisos de desligamentos foram feitos por aplicativos ou telefone.
De acordo com o banco, as demissões aconteceram por mudanças no modelo de negócios de alguns processos internos, definidas em 2019 e que não foram implementadas anteriormente por conta da pandemia.
Outro ponto discutido foi o banco de horas, a proposta é definir um calendário para negociações, por conta da dificuldade do pagamento das horas devedoras.

COE Estadual

Os diretores do SINTRAF JF e funcionários do Itaú, Taiomara Neto de Paula e Luziano Marques, participaram da reunião da COE estadual, também por videoconferência, realizada no dia 14 de setembro, que abordou as questões já discutidas na COE nacional. A diretora recorda que anterior à pandemia o banco já havia fechado agências na base do sindicato. Ela destaca que o movimento tem cobrado transparência nessa reestruturação e informações sobre quais agências serão atingidas com a medida. Taiomara ressalta que, ainda não se têm dados oficiais, mas a previsão é do fechamento de cerca de 91 agências em todo o Brasil, dessas 5 na base da Fetrafi-MG, uma possivelmente em Juiz de Fora. 

Campanha

Em nova reunião, dia 15, os membros da COE nacional cobraram novamente mais transparência nos números de funcionários a serem atingidos pelas mudanças e que todos sejam realocados em outras áreas da instituição. Também foi apontado que o banco está demitindo companheiros adoecidos.
Diante desse cenário, os membros da COE pretendem reforçar o diálogo com os funcionários do banco com a realização de campanhas nas redes sociais para denunciar as demissões no Itaú. 
Taiomara finaliza: "É muito importante que toda a categoria tome ciência dessa prática injusta do Itaú e denuncie qualquer abuso ao sindicato. Precisamos também nos unir e participar da campanha que será proposta virtualmente, reforçar essas denúncias nas redes sociais é essencial para pressionar o banco e barrarmos as demissões.".

#ItaúPareDeDemitir