Santander demite funcionário em plena Pandemia, mesmo após assinar acordo com o movimento sindical de manter empregos 
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Santander demite funcionário em plena Pandemia, mesmo após assinar acordo com o movimento sindical de manter empregos

Em descumprimento ao acordo feito com o movimento sindical, o banco Santander demitiu funcionário de agência em Juiz de Fora.

Em descumprimento ao acordo feito com o movimento sindical, o banco Santander demitiu funcionário de agência em Juiz de Fora. O bancário esteve afastado no início da pandemia, sofrendo assédio de gestores do Santander, tendo sido também colocado de férias e após um mês de trabalho, foi demitido na data de ontem, 8 de julho. 
O Sindicato dos bancários repudia essa atitude do banco, uma vez que o mundo todo está enfrentando um momento muito difícil em meio uma pandemia. De acordo coma diretora de saúde e condições do trabalho, Taiomara Neto de Paula o bancário está sendo assessorado pelo sindicato pela secretaria de Saúde e Condições de Trabalho e pelos advogados parceiros da entidade. “Está em contato com a COE (Comissão de empregados do Santander) estadual e nacional, a fim de cobrar um posicionamento do banco com relações a esse desrespeito ao trabalhador” afirma.
O Banco Santander tem desrespeitado os bancários em nível nacional. O cenário se repete em diversos estados. Em apenas um mês, quase 500 trabalhadores já foram demitidos, conforme levantamento realizado pelos sindicatos dos bancários de todo o país. Além das demissões, os funcionários tem denunciado a cobrança de metas abusivas. Deste modo, o banco justifica que as demissões são ajustes em busca da competitividade e ocorrem quando não há cumprimento de metas. A campanha lançada pelo banco chamada “Motor de Vendas” define o cumprimento pelos funcionários de metas crescentes. O programa ”Sou 40” prevê a venda de 40 produtos em 10 dias.
A cobrança de metas também descumpre acordo firmado com as centrais sindicais. Em mesa de negociações entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Comando (Nacional dos Bancários), os bancos se comprometeram a não cobrar metas comerciais durante a pandemia.