Sintraf Cuida é o novo canal de saúde dos bancários nas redes sociais 
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Sintraf Cuida é o novo canal de saúde dos bancários nas redes sociais

Com o objetivo de transmitir informações sobre saúde física e mental para os bancários, seus familiares e a todos que se interessarem, o sindicato dos bancários criou o Sintraf Cuida.

Com o objetivo de transmitir informações sobre saúde física e mental para os bancários, seus familiares e a todos que se interessarem, o sindicato dos bancários criou o Sintraf Cuida. Através de vídeos semanais, o canal tem como finalidade  proporcionar conhecimento e assim gerar educação em saúde e autocuidado como formas de prevenção ao adoecimento. Além disso, é oferecido um espaço de interação onde a categoria poderá enviar dúvidas e sugestões de temas. 

De acordo com a psicóloga da Secretaria de Saúde do Sintraf, Taciara Scarton, a ideia surgiu a partir da necessidade de tratar assuntos relacionados à saúde com os bancários. “Há muito tempo acompanhamos o número de bancários adoecidos aumentando de uma forma muito rápida. Com a situação de pandemia mundial este quadro se agravou ainda mais. Como agora, todo o contato está sendo virtual devido às orientações de isolamento, pensamos em criar por este meio, uma forma de proporcionar conhecimento e consciência em saúde, pois acreditamos que a educação é a melhor forma de prevenção. Os vídeos são dinâmicos e pelas redes sociais conseguimos atingir um grande número de bancários, então a ideia se consolidou”, conta Taciara. 

Cuidados com o psicológico, com a alimentação e atividade física serão pautados ao longo do canal, que irá ao ar toda segunda-feira no Youtube, Instagram, Facebook e site do sindicato. No primeiro vídeo, a psicóloga irá abordar o tema Saúde Mental. Segundo ela, o momento vivenciado hoje, por si só, gera muita ansiedade, devido ao medo de se contaminar por algo invisível, a qualquer momento e lugar, o isolamento das pessoas que se amam, as privações de liberdade, a mudança na rotina. A psicóloga afirma que o desespero em momentos de crise piora a situação, podendo tornar o problema maior do que realmente é. “Se não estamos bem emocionalmente e mentalmente, o corpo também sofre. Muita ansiedade e estresse abaixam nossa imunidade e assim ficamos mais suscetíveis a doenças. Então, precisamos nos preocupar com nossa saúde mental para que consigamos lidar com este momento e passar por ele de modo a não aumentar o sofrimento”, esclarece. 

Taciara explica que são várias as orientações para manter a saúde mental, mas especificamente para este momento, o ideal é cultivar boas práticas, coisas que proporcionam bem estar. “Então, se você está em casa procure tirar um tempo para você, faça o que gosta, descanse, se curta. Se você está trabalhando, tente chegar em casa, esquecer o trabalho e tirar esse tempo também. É importante separar um momento para fazer alguma atividade física duas ou três vezes na semana e alimentar-se bem. Práticas de meditação também ajudam, cuide dos pensamentos e procure entender que o momento é atípico e passageiro, assim como outras grandes pandemias também passaram, esta vai passar. Conversar com quem confia, mesmo que seja por vídeo ou ligação e tentar limitar o tempo que fica exposto às notícias ruins. Tentar aprender algo novo ou se dedicar a algum projeto pessoal também ajudam a melhorar a estima. E, se precisar, procure um psicólogo” alerta. 

Para Taciara, não se pode pensar em saúde mental e física separadamente, pois uma tem ligação direta com a outra. Uma pobre condição de saúde física pode aumentar o risco de um problema mental, e da mesma forma o contrário. “Por isso vemos tantos casos de somatização ou então, pessoas com determinadas doenças que acabam perdendo a motivação de viver. Nossa mente e nosso corpo estão ligados e muitos estudos mostram essa relação”, destaca. 
Neste momento de pandemia, com isolamento social, e o medo do novo vírus, é possível que as pessoas mais suscetíveis a terem o psicológico afetado sejam aquelas que já possuem algum acometimento mental, como ansiedade, depressão, TOC ou outros, principalmente se permanecem trabalhando, as que moram sozinhas, os idosos e as que passam por alguma dificuldade financeira.  É importante destacar que nem tudo se caracteriza como uma psicopatologia, uma vez que a vivência deste momento de pandemia, naturalmente já faz com que as pessoas fiquem mais alertas, inseguras e preocupadas. Porém, alguns sinais de que algo não está bem, incluem alteração no sono (insônia, dificuldade para dormir, sono em excesso, pesadelos), alterações no apetite (a falta ou apetite em excesso), pensamentos excessivos e recorrentes sobre a pandemia e outras preocupações (pensamentos ruminantes), sensação de esgotamento mental, cansaço e desânimo excessivos, perda de interesse nas coisas que gostava, medo e ansiedade experimentados de forma intensa, nervosismo e conflitos interpessoais aumentados.  “Basicamente, esses sinais que observamos em nós mesmos, observamos no outro, mas o mais importante é observar se ele tem agido ou manifestado algo fora do costume, pois muitas pessoas já passam por alguns desses sintomas. Então, você conhecendo a pessoa e percebendo que algo está diferente ou ela está manifestando algum sintoma de forma mais elevada, é importante buscar ajuda. Nem sempre a pessoa vai falar, mas você pode estar de prontidão para ouvir sem manifestar julgamentos, conversar mais com ela sobre assuntos diversos, que não incluem os problemas enfrentados no momento, propor atividades diferentes para estarem fazendo juntos e oferecer suporte com um profissional psicólogo”. 
Segundo a diretora de Saúde e Condições de Trabalho do Sintraf-JF e funcionária do Itaú, Taiomara Neto de Paula, neste momento de pandemia, as pessoas se sentem mais vulneráveis, e precisam umas das outras para se cuidar, mesmo que seja à distância. “Sempre pensamos no bem estar da categoria bancária, vamos nos unir e cuidar mais que nunca uns dos outros”, afirma.

Confira aqui o primeiro vídeo do canal. Dúvidas e sugestões  podem ser enviadas para 98446-8977 e 99108-3248