SINTRAF JF conquista reintegração para dois bancários que trabalhavam no Bradesco 
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SINTRAF JF conquista reintegração para dois bancários que trabalhavam no Bradesco

Funcionários tinham histórico de adoecimento

O sindicato comemora esta semana a reintegração de dois funcionários do Bradesco demitidos injustamente. Isso porque os bancos insistem em demitir descumprindo acordo feito no início da pandemia de Coronavírus. Demitem trabalhadores adoecidos, grupo de risco para a Covide19 e que estão em teletrabalho, trabalhadores com estabilidades, por telefone e até mesmo por e-mail.

O movimento sindical tem realizado uma campanha nacional contra as demissões. Nesta quinta-feira, 12, bancários de todo o país protestaram contra as demissões no Bradesco. 

O SINTRAF JF vem acompanhando caso a caso e mantendo o combate a desenfreada onda de demissões nos bancos. O trabalho e empenho da direção da entidade e dos advogados credenciados tem garantido liminares de reintegração em ações individuais de bancários demitidos pelo Bradesco. A Justiça do Trabalho tem decidido pela nulidade das demissões ilegais, restaurando os contratos de trabalho bem como o imediato retorno ao emprego. Como foi o caso desses dois bancários demitidos pelo Bradesco em outubro e que já conquistaram as tutelas de reintegração.

A advogada credenciada ao sindicato que acompanha os casos, Dra. Cláudia Vieira, ressalta o perfil dos trabalhadores: "Os bancários demitidos pelo Banco Bradesco, que a princípio, já obtiveram  a chancela judicial de nulidade de suas demissões são trabalhadores com mais de 30 longos anos de serviço, que foram descartados cruelmente, como se mero objetos fossem. Mesmo tendo o banco pleno conhecimento que os funcionários já se encontravam adoecidos (doença ocupacional de ordem psiquiátrica e mental), ante a intensa pressão por cumprimento de metas, para alcançar o obstinado lucro a qualquer custo em prol dos banqueiros.". Ela ainda relata que um dos bancários, estava em home office, desde a decretação da pandemia, por pertencer ao grupo de risco. Desprezando essa situação, o banco o demitiu friamente por telefone. 

A vice-presidenta do SINTRAF, Lívia Terra, informa que o sindicato aguarda novos deferimentos de liminares de outras reintegrações. Dra. Cláudia Vieira complementa: "Várias outras ações já foram interpostas e estão aguardando análise do judiciário e apreciação dos requerimentos de tutelas urgentes para continuar rechaçar os atos demissionais ilegais praticados.". Lívia reforça que o bancário deve comunicar a demissão ao sindicato assim que possível para ser orientado corretamente com relação aos direitos e encaminhado para atendimento com as/os advogadas/os credenciados afim de buscar a reintegração ao emprego.

A diretora de saúde, Taiomara Neto de Paula, lembra a categoria de manter seu histórico de adoecimento sempre atualizado. Ela diz que ter toda a situação documentada ajuda o sindicato e os advogados nessa batalha pela garantia dos direitos.