SINTRAF JF na luta contra arbitrariedade dos bancos 
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SINTRAF JF na luta contra arbitrariedade dos bancos

Atos contra Santander e Itaú marcaram a segunda-feira

A diretoria do SINTRAF JF realizou nesta segunda, dia 4, atos contra a arbitrariedade dos bancos que dificultam processos de negociação importantes para a vida dos trabalhadores como a ampliação do horário de atendimentos e o retorno ao trabalho presencial durante a pandemia.

Santander 

Agências do Santander amanheceram nesta segunda com cartazes denunciando a atitude do banco de retomar os atendimentos até às 16 horas. Para a decisão, o banco desconsiderou os representantes dos trabalhadores, não negociou e nem levou em consideração que ainda estamos na pandemia de Covid-19. Portanto, seria razoável manter o horário especial, uma medida de proteção à vida dos bancários e clientes. 

Contra esse desrespeito aos trabalhadores, o SINTRAF JF realizou um ato em frente à uma agência do Santander no centro de Juiz de Fora. Os representantes dos bancários criticaram o banco em suas falas e apontaram que a instituição financeira deveria contratar mais bancários para estender os atendimentos.

De acordo com sindicalistas, a decisão do Santander desrespeitou o acordo coletivo firmado com o movimento sindical. “O Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho acordado entre o banco e seus funcionários, em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê.” O que não foi cumprido pelo banco.

"Exigimos respeito e contratação de mais bancários. O Santander em todo o Brasil ampliou o horário sem dialogar com o movimento sindical e sem contratar bancários. Os colegas do Santander estão estafados, adoecidos pela pressão e pelo cumprimento das metas abusivas. Fizemos denúncia no Ministério Público.", ressaltou Robson Marques, secretário geral do SINTRAF JF. 

Itaú

No mesmo dia, bancários de todo o país realizaram um tuitaço contra a decisão do banco Itaú de convocar para o retorno ao trabalho presencial funcionários do grupo de risco para a Covid-19. A manifestação nas redes também pontuou outros abusos do banco como: demissões, reestruturação de cargos em plena pandemia e o novo programa de renda variável. Mudanças que estão deixando os funcionários mais tensos e preocupados com o futuro no ambiente de trabalho.

Além do tuitaço, a diretoria do SINTRAF JF também realizou um ato em frente à uma agência Itaú no centro de Juiz de Fora denunciando a situação enfrentada pelos funcionários do banco. 

"Estamos manifestando nossa indignação com o Banco Itaú que está obrigando o retorno dos bancários do grupo de risco para a Covid-19. Além dessa atitude arbitrária, o banco não está realizando exame de retorno. Vamos continuar lutando contra todas essas mazelas aos bancários.", reforçou Robson Marques.

A pandemia ainda não acabou!

A vacinação é a única forma de pensarmos em uma retomada. Os bancos, visando apenas o lucro, negligenciam o fato de que parte da população ainda não está com a imunização completa. Esquecem também que o vírus ainda circula e que o ambiente bancário é considerado de alto risco para a contaminação. 

O movimento sindical defende mais cautela e seriedade na negociação da ampliação do horário dos atendimentos e do retorno ao trabalho presencial, sobretudo dos trabalhadores do grupo de risco. Postura pautada também no resultado de pesquisas como a realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que a avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário e feitos vários recortes na pesquisa, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram a modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. 

Fonte: SINTRAF JF com informações da Contraf-CUT.