SINTRAF JF questiona fechamento de agências do Santander por conta da pandemia 
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SINTRAF JF questiona fechamento de agências do Santander por conta da pandemia

Agências do Cascatinha e Manoel Honório serão fechadas e funcionários transferidos para outras unidades abertas; medida que gerará aglomeração, aponta o sindicato

O Santander está fechando agências em cidades do estado justificando se tratar de uma medida preventiva à Covid-19. O banco fecha agências e transfere os funcionários para outras unidades que continuam abertas. Tal medida gerou denúncias no sindicato, uma vez que está havendo aglomeração de funcionárias e funcionários nas agências, colocando em risco a saúde de todos, inclusive dos clientes. Em Juiz de Fora duas agências serão fechadas, nos bairros Cascatinha e Manoel Honório.

A medida adotada pelo banco não foi construída com o movimento sindical e vai na contramão da negociação com o Comando Nacional dos Bancários e com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), que acordou a ampliação do trabalho em home-office diante do agravamento da crise sanitária.

O secretário-geral do SINTRAF JF, Robson Marques, comenta: "Reconhecemos que há uma defasagem de trabalhadores em todas as agências do Santander na base de Juiz de Fora. Não conseguimos compreender se o banco está realmente disposto a contribuir no combate a pandemia. Isso porque o Santander é um dos bancos que têm mais resistência na interrupção dos atendimentos e sanitização de unidades, quando necessário por conta de contaminação. Além disso, o banco recentemente questionou e ainda questiona atestados de funcionários que estão afastados por problemas de saúde, inclusive por Covid-19.”. Robson ainda questiona: “Então será que agora o banco está se preocupando com a saúde dos trabalhadores? Será que agora o Santander não exigirá o retorno desses trabalhadores que estão se recuperando da Covid?". 

A diretoria do SINTRAF JF compreende a gravidade do momento, mas é contra qualquer medida que exponha ainda mais os bancários e a população. A entidade está acompanhando a situação e pede que a categoria continue a denunciar qualquer ação que gere aglomeração, maior exposição ao vírus e risco de contaminação.