Situação dos bancários durante a pandemia é tema de debate do Coletivo Nacional de saúde 
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Situação dos bancários durante a pandemia é tema de debate do Coletivo Nacional de saúde

A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do Sintraf, Taiomara Neto de Paula participou da reunião representando o sindicato de Juiz de Fora. Para ela, a participação no coletivo é fundamental.para a troca de experiencia a nível nacional

Na última sexta-feia, 22 de maio, o Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu por videoconferência, para debater a situação da categoria bancária durante a pandemia e os reflexos das mudanças nos procedimentos do INSS.

A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do Sintraf, Taiomara Neto de Paula participou da reunião representando o sindicato de Juiz de Fora. Para ela, a participação no coletivo é fundamental.para a troca de experiencia a nível nacional, pois um caso ocorrido ajuda a esclarecer os demais que possam ocorrer. "Essa troca de experiência é muito boa, pois o muitas vezes, o que acontece aqui, já aconteceu em outras regiões e vice-versa. Desta forma, se a gente já vivenciou determinada situação com relação ao INSS, a gente pode ajudar outras localidades a solucioar, da mesma forma ocorre em relação aos protocolos da Covid-19, o que é definido em um lugar, a gente passa para os outros, e assim pode cobrar dos bancos o mesmo protocolo" afirma Taiomara.  

Durante a reunião, todos os representantes dos trabalhadores presentes protestaram contra as atitudes de alguns bancos, que ensaiam a flexibilização das medidas protetivas sem negociar com os sindicatos, num momento de aumento do número de casos e mortes pela Covid-19.

De acordo com o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, a ideia de flexibilização nos procedimentos de prevenção é inadmissível nesse momento. “Em algumas situações, algumas agências não fazem sequer a sanitização do ambiente tendo caso confirmado do novo coronavírus e têm dificultado o afastamento de quem teve contato com colegas com suspeita de contaminação”, afirmou.

De acordo com o Coletivo, essas situações têm contribuído para aumentar a insegurança dos bancários. “Tensão e medo são a tônica na categoria diante do cenário nacional de aumento de casos e, diante da postura de alguns bancos, que deveriam dar segurança e tranquilidade para o trabalho, mudam procedimentos de forma pouco transparente, parecendo que a prioridade são os negócios e não a saúde e a vida”, disse Mauro Salles.

Outra situação que causa dificuldades para a categoria bancária é a situação do INSS. Há poucas agências para o atendimento ao público, o benefício auxilio acidente é concedido no valor de um salário mínimo, através da apresentação de laudos médicos via aplicativo, sem realizar perícia no momento. “Ocorre que os bancos não estão fazendo a complementação entre o que o INSS paga e o salário do trabalhador, conforme estabelece nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Estão realizando como antecipação o que traz prejuízo aos bancários”, disse o secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Os representantes dos trabalhadores também debateram na reunião a necessidade de emissão de Comunicação de acidente de Trabalho (CAT) para quem adquiriu Covid-19, conforme estabelece a legislação. “A CAT é um registro necessário mesmo na suspeita de doença do trabalho e serve para garantir futuros problemas de saúde e a busca do nexo para caracterização de acidente de trabalho”, disse Mauro Salles.

O Coletivo Nacional de Saúde definiu solicitar ao Comando Nacional dos Bancários uma reunião específica com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para tratar destes temas entre outras questões.

Fonte: Contraf-CUT