Uso de máscara é EPI obrigatório entre bancários e deve ser fornecido pelo banco 
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Uso de máscara é EPI obrigatório entre bancários e deve ser fornecido pelo banco

Sendo um EPI, sua não utilização ocasiona consequências legais para o trabalhador

O uso de máscaras de proteção facial é uma medida importante para evitar a infecção do novo coronavírus (covid-19).  Em nota técnica, o Ministério da Saúde já havia recomendado que mesmo pessoas assintomáticas deveriam usar as máscara, tanto para evitar o contágio, quanto para combater a disseminação do vírus por pessoas que não apresentam sintomas.
As máscaras chegam a reduzir entre 70% e 90% a chance de contágio. Ainda assim, elas não substituem a necessidade me manter o isolamento social, que continua sendo a medida mais eficiente de proteção. 
Porém, caso não seja possível manter o distanciamento social, é preciso também adotar os cuidados básicos, como lavar as mãos antes de colocar a máscara, se certificar de que ela cobre o nariz e a boca, evitar tocar no rosto ou na própria máscara durante o uso, nunca levar a máscara ao queixo, não compartilhá-la com ninguém e trocar de máscara a cada duas horas ou quando ela estiver úmida. Sempre que sair de casa, a máscara deve ser utilizada o tempo todo.
A partir do aumento do número de contágio, o uso de máscaras tornou-se parte de políticas públicas de prefeituras e governos estaduais, que recomendam ou até mesmo torna obrigatório o uso para a prevenção contra a Covid-19. Em Minas Gerais, desde, 18 de abril, entrou em vigor a Lei 23.636, que obriga o uso de máscara de proteção e outros recursos necessários à prevenção da disseminação do coronavírus causador da Covid-19 nos órgãos, entidades, estabelecimentos e serviços que estão autorizados a funcionar, como é o caso dos bancos. A norma estipula a exigência para trabalhadores que prestam atendimento ao público das atividades que continuaram autorizadas a funcionar. Da mesma forma, o fornecimento de máscaras enquanto Equipamento de Proteção Individual (EPI) é elencado pela Lei como uma obrigação dos empregadores.  Diante disso, o Sindicato junto ao Comando Nacional dos Bancários cobrou da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a adoção de medidas para resguardar a saúde da categoria, como o fornecimento de EPIs e a aplicação do sistema de rodízio entre os funcionários das agências bancárias.
Sendo um EPI, sua não utilização ocasiona consequências legais para o trabalhador, como a aplicação de advertência verbal e escrita comunicando que seu comportamento não está de acordo com as normas e regras da empresa, e caso não mude, outras medidas poderão ser adotadas, como a suspensão ou até mesmo a demissão por justa causa.
De acordo com a diretora de saúde e Condições de trabalho Taiomara Neto de Paula, as negociações com a Fenaban com relação às medidas de segurança durante a pandemia tem que ser levada a sério pela categoria bancária. “As negociações de distribuição de EPIs não foram apenas para serem usados quando há clientes nas agências, e sim, também para a preservação d a saúde do bancário” afirma a diretora. Taiomara explica que as agências bancárias são locais propensos à propagação do vírus, pois além de ser um local de muita circulação de pessoas, não possuí ventilação natural para a renovação do ar, ocorrendo a mesma circulação de ar por um período grande através do ar condicionado. “Caso o vírus esteja no ambiente, sua propagação é grande. Portanto os bancários são responsáveis na utilização deste equipamento o tempo todo, uma vez que a empresa disponibiliza. Assim como a utilização do álcool gel e a lavagem das mãos” diz.
Além do uso do EPI, Taiomara destaca a importância em respeitar o trabalho. Home Office e o rodízio de funcionários.  “O trabalhador estando em Home Office não deve sair de casa para se expor ao risco de contaminação. Tem que haver essa conscientização da categoria”, explica. Segundo ela, o sistema de rodízio foi implementado porque a semana que o funcionário está em home Office, o risco de contaminação é menor. E assim, quando retorna um grupo para agência, facilita a avaliação do mesmo. Se houver um infectado, apenas este grupo que teve contado, será colocado em quarentena por 14 dias. Desta forma, após a Sanitização da agência, o outro grupo poderá assumir suas atividades.